A perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) se propaga pela economia de quase todos os estados brasileiros, a reboque da perda de competitividade do setor no cenário nacional. De 2010 a 2013 – último dado disponível para o levantamento estadual -, 23 unidades da Federação sofreram retração da indústria na composição do PIB estadual. Em 11 estados, o decréscimo na participação da indústria no PIB no período foi igual ou ainda maior que a média nacional – a contribuição da indústria para o PIB brasileiro caiu 2,5 pontos percentuais, passando de 27,4% para 24,9% (indústria de transformação, extrativa, construção e Serviços Industriais de Utilidade Pública). Os dados integram o estudo Nota Econômica 2, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A perda na relevância da indústria de forma tão disseminada é reflexo da deterioração da competitividade de toda economia brasileira. É um quadro preocupante que reforça a urgência da adoção de medidas capazes de resgatar a confiança do empresariado, impulsionar o investimento e melhorar o ambiente de negócios com foco no longo prazo. Isso só será alcançado com as reformas trabalhista, tributária e administrativa”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Segundo o levantamento, a maior retração foi sentida pela Bahia. A indústria reduziu sua participação no PIB do estado em 6,6 pontos percentuais. Em seguida vêm Amazonas (5,7 p.p.), Tocantins (4,3 p.p.) e São Paulo (4,2 p.p.). São Paulo também perdeu espaço na composição nacional da produção industrial. O estado, que em 2010 era responsável por 32,1% de todos os produtos industrializados fabricados no Brasil, teve a participação reduzida para 28,6% em 2013.

Por outro lado, indústrias do Amapá, Maranhão, Espírito Santo e Rio de Janeiro ganham importância em suas respectivas economias, com a produção de industrializados registrando aumento de participação na economia local.

IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA – O peso do setor na economia local varia de 6,5% no Distrito Federal, para 40,5%, no Espírito Santo. Em São Paulo, o setor responde por 22,9% do PIB do estado. Também varia bastante a composição setorial e grau de diversificação das indústrias em cada estado.

As informações do estudo realizado pela CNI mostram que das 27 unidades da federação, 19 têm um setor industrial considerado concentrado ou muito concentrado. O mais concentrado é Roraima, onde os quatro principais setores respondem por 93,5% do produto industrial do estado. No outro extremo, Santa Catarina é a mais diversificada, com os quatro produtos respondendo por 47,9% da pauta. Na média do país, os quatro produtos mais importantes respondem por 50,3% do produto industrial nacional.

PERFIL – O estudo é apresentado por meio de uma ferramenta interativa que reúne informações atualizadas sobre o PIB, emprego e renda, arrecadação de impostos, exportações, tarifa de energia elétrica e educação nos estados brasileiros. “A ferramenta mostra a diversidade da indústria brasileira na comparação entre os estados. Há diferenças significativas tanto em termos da importância da indústria para a economia local e sua contribuição para o produto industrial brasileiro, como em termos do grau de diversificação da indústria e do seu desenvolvimento”, afirma o gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Fonte: Portal da Indústria

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Em março, o índice de satisfação com a vida caiu 2,8% frente a dezembro. Na comparação com março de 2015, a redução foi de 2,4%.

Os brasileiros nunca estiveram tão insatisfeitos. Em março, o índice de satisfação com a vida, que caiu 2,8% ante dezembro de 2015, atingiu 92,4 pontos, o menor patamar desde o início da série histórica, iniciada em março de 1999.

As informações são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (5). Na comparação com março de 2015, a queda no indicador foi de 2,4%.

O Índice de Medo do Desemprego teve alta de 4,1% em março ante dezembro de 2015 e registrou 106,5 pontos no mês passado. Esse foi o segundo maior indicador da série histórica, iniciada em 1999. Na comparação com março de 2015, o índice cresceu 7,8%.

Segundo a pesquisa, o medo do desemprego aumentou mais fortemente entre dezembro de 2014 e março de 2015. “Desde então, a continuidade do crescimento do índice indica que as expectativas dos brasileiros em relação ao mercado de trabalho continuam a se deteriorar”, destaca o documento da CNI.

A economista da CNI Maria Carolina Marques explica que o medo do desemprego afeta o índice de satisfação com a vida. “Além disso, outras questões que estão pesando na insatisfação dos brasileiros são as crises econômica e política, que geram um cenário de incertezas”, destaca. O levantamento foi feito com 2.002 pessoas em 142 municípios entre 17 e 20 de março.

 

Fonte: Portal da Indústria